A00-A09 Doenças Infecciosas Intestinais
A00 Cólera (Bactéria Gram-Negativa)
A00.0 Cólera devida a Vibrio cholerae 01, biótipo cholerae (Cólera clássica)
A00.1 Cólera devida a Vibrio cholerae 01, biótipo El Tor (Cólera El Tor)
A00.9 Cólera não especificada
Cólera
é uma infeção do intestino
delgado por
algumas estirpes das bactérias
Vibrio
cholerae.
Os sintomas podem variar entre nenhum, moderados ou graves. O sintoma
clássico é a grande quantidade de diarreia
aquosa
com duração de alguns dias. Podem também ocorrer vómitos
e
cãibras
musculares.
A diarreia pode ser de tal forma grave que em poucas horas provoca
grave desidratação
e
distúrbio
eletrolítico.
Isto pode levar a que os olhos se afundem nas órbitas, à diminuição
de elasticidade da pele e ao enrugamento das mãos e dos pés. A
desidratação pode ainda provocar a coloração
azulada da pele.
A manifestação de sintomas tem início entre duas horas e cinco
dias após a infeção.
A
cólera é causada por uma série de tipos da bactéria Vibrio
cholerae.
Determinados tipos dão origem a formas mais graves da doença do que
outros. A doença transmite-se principalmente através da água e de
alimentos contaminados com fezes
humanas
com presença das bactérias. O marisco
mal
cozinhado é uma das principais fontes de cólera. Os seres humanos
são o único animal afetado. Os fatores
de risco incluem
saneamento
insuficiente,
escassez de água
potável e
a pobreza.
Existe o receio de que a subida
do nível do mar irá
aumentar a prevalência da doença. A cólera pode ser diagnosticada
através da análise
das fezes.
Estão disponíveis testes rápidos com tiras reagentes, mas a sua
precisão é menor.
A
prevenção envolve a melhora das condições de saneamento e do
acesso a água potável. A vacina contra a cólera, administrada por
via oral, oferece proteção razoável por um período de seis meses,
protegendo também contra outro tipo de diarreia causado por E.
coli.
O tratamento de primeira linha é a terapia
de reidratação oral,
em que os líquidos perdidos são repostos por soluções
salinas e ligeiramente doces.
São preferidas soluções à base de arroz. A suplementação com
zinco
é
útil em crianças. Em casos graves da doença pode ser necessária a
administração de líquidos por via
intravenosa com,
por exemplo, solução
de Ringer.
Os antibióticos
podem
ser benéficos. Os exames para determinar a que antibiótico é que a
cólera é suscetível ajudam a seleção.
Estima-se
que a cólera afete 3–5 milhões de pessoas em todo o mundo e tenha
sido a causa de 58.000–130.000 mortes em 2010.
Embora
atualmente seja considerada uma pandemia,
a doença é rara em países desenvolvidos. As crianças são o
principal grupo etário afetado. A cólera ocorre tanto em surtos
como
de forma endémica
em
determinadas regiões. As áreas em maior risco são a África
e
o sudeste
asiático.
Embora o risco de morte entre as pessoas infectadas
seja geralmente inferior a 5%, em alguns grupos sem acesso a
tratamentos pode chegar aos 50%. Os primeiros registos de descrição
da cólera, em sânscrito,
datam do século
V.
O estudo da doença por John
Snow entre
1849 e 1854 levou a progressos significativos no campo da
epidemiologia.
Sinais e Sintomas:
A
incubação é de cerca de 2 horas a cinco dias. Após esse período,
a maioria das pessoas tem uma diarreia suave e nada mais, mas pode
haver uma diarreia
aquosa
e serosa, como água de arroz. As perdas de água podem atingir os 20
litros por dia, com desidratação
intensa
e risco de morte, particularmente em crianças. Como são perdidos,
na diarreia,
sais, assim como água, beber água
doce ajuda
mas não é tão eficaz como beber água com um pouco de sal. Todos
os sintomas resultam da perda de água e eletrólitos.
-
Diarreia volumosa e aquosa, tipo água de arroz, sempre sem sangue ou muco (se contiver estes elementos trata-se de disenteria).
-
Dores abdominais, tipo cólica.
-
Hipotensão com risco de choque o (perda de volume sanguíneo) fatal, é a principal causa de morte na cólera.
-
Taquicardia: aceleração do coração para responder às necessidades dos tecidos, com menos volume sanguíneo.
-
Anúria: micção inferior a 100 mililitros por dia, devido à perda de líquido.
-
Hipotermia: a água é um bom isolante térmico e a sua perda leva a maiores flutuações perigosas da temperatura corporal.
Em
casos mais graves, pode apresentar:
-
Perda de peso intensa
-
Olhos turvos (olhos fundos com olhar parado e vago)
-
Perda do tugir da pele (“mãos de lavadeira")
-
Prostração
-
Sede
-
Perda de Voz
Diagnóstico:
O
diagnóstico normalmente é feito por cultura em meio especializado
alcalino de amostras de fezes do paciente ou dos suspeitos. A coleta
do material pode ser feita por swab
retal
ou fecal ou coleta em papel de filtro. Dados clínicos e conhecimento
da área da qual o paciente veio também auxiliam na pesquisa, sem
necessidade de dados laboratoriais. Testes rápidos para
identificação da bactéria da cólera estão agora disponíveis de
forma a auxiliar os profissionais da saúde diagnostiquem a doença
em regiões remotas que não tenham acesso a postos de saúde ou
hospitais. O diagnóstico rápido da cólera ajuda a isolar os casos
e permite que a doença não se espalhe. A identificação é por
microscopia e liocemia.
Tratamento:
O
tratamento imediato é o soro
fisiológico ou
soro
caseiro para
repor a água e os sais minerais: uma pitada de sal, meia xícara de
açúcar e meio litro de água tratada. No hospital, é administrado
de emergência por via intravenosa solução salina. A causa é
adicionalmente eliminada com doses de antibiótico
(a
doxiciclina). Medicamentos antidiarreicos não são indicados, já
que facilitam a multiplicação da bactéria por diminuírem o
peristaltismo intestinal.
A01.0 Febre Tifóide (Infecção devida à Salmonella typhi)
A01.1 Febre Paratifóide A (Infecção devida à Salmonella paratyphi SOE)
A01.2 Febre Paratifóide B (Infecção devida à Salmonella paratyphi SOE)
A01.3 Febre Paratifóide C (Infecção devida à Salmonella paratyphi SOE)
A01.4 Febre Paratifóide não especificada
Febre
tifoide é uma doença
infectocontagiosa causada
pela ingestão da bactéria
Salmonella
enterica sorotipo Typhi
(Salmonella
typhi)
em alimentos ou água contaminados. Trata-se de uma forma de
salmonelose
restrita
aos seres humanos e caracterizada por sintomas proeminentes, sendo
endêmica
na
América Latina, Oceania e na África, mas 80% dos casos ocorrem em
Índia e sudeste da Ásia. Está associada a baixos níveis
socioeconômicos, relacionando-se, principalmente, com precárias
condições de saneamento e de higiene pessoal e ambiental.
Causa
A
Salmonella
enterica sorotipo
Typhi,
trata-se de um bacilo
gram-negativo,
não esporulado, móvel. Os bacilos são aeróbios
e pertencem à família Enterobacteriaceae.
Sintomas
Sintomas
na primeira semana:
Outros
sintomas que ocorrem a partir da segunda semana são:
-
Abdômen sensível; Agitação motora; Manchas rosadas pelo corpo (roséola); Hepatoesplenomegalia; Obstipação; Fezes com sangue;
Caso
não seja tratado por três semanas, possíveis complicações são:
-
Hemorragia (sangramento) no estômago e intestino grave (3 a 10% dos casos); Úlcera (perfuração) intestinal (3% dos casos); Insuficiência renal; Choque séptico; Trombose femoral; Abscessos nos ossos; Peritonite (inflamação de membranas abdominais).
Transmissão
Geralmente
é transmitida através da ingestão de alimentos ou água
contaminada ou então pelo contacto direto com a saliva do portador
em um espirro, beijo ou pela partilha de talheres e copos. É
importante portanto separar talheres e copos para a pessoa infectada.
Seu agente causador é classificado como uma bactéria de alta
infectividade,
baixa patogenicidade
e
alta virulência.
O
período de incubação é entre uma a três semanas, geralmente
duas. As bactérias são ingeridas e quando chegam ao lúmen
intestinal invadem
um tipo especializado de célula do epitélio do órgão, a célula
M,
por mecanismos de endocitose
ou
invasão direta, passando depois a áreas subserosas. Ali são
fagocitadas por macrófagos,
mas resistem à destruição intracelular. Como estas células
linfáticas são altamente móveis, são transportadas para tecidos
linfáticos por todo o corpo, como gânglios
linfáticos,
baço,
fígado,
pele
e
medula
óssea.
A sua disseminação é inicialmente pela linfa,
e depois sanguínea.
Começa
a ser transmissível na primeira semana de infecção e continua até
ser tratado adequadamente. Cerca de 10% dos doentes continuam
eliminando bacilos até 3 meses após o início da doença.
A
salmonela sobrevive 40 dias no esgoto, 2 semanas em laticínios e 4
semanas em ostras e mariscos contaminados, podendo ser encontrado
também em algumas carnes, peixes e na água do mar.
A
bactéria geralmente é espalhada através das fezes
e
urina
de
pessoas contaminadas, sendo portanto mais comuns em locais sem
tratamento de água e esgoto adequado.
Algumas
pessoas infectadas podem não apresentar sintomas, ou apresentar
apenas sintomas leves, mas continuam transmitindo a doença. Deixar
os alimentos na geladeira ou no congelamento não é suficiente para
matar a bactéria.
Epidemiologia
A
doença é uma pandemia
exclusiva
em seres humanos, sendo endêmica
na
América Latina, na África, Europa Oriental e sul da Ásia. A OMS
estima que ocorrem entre 16 e 33 milhões de casos de febre tifoide
por ano, resultando em 216.000 mortes em áreas endêmicas. Sua
incidência é maior em crianças e adultos jovens entre 5 e 19 anos.
A hospitalização é feita entre 10% a 40% dos casos e dura
geralmente de 10 a 15 dias ou mais. Sem tratamento 10% a 30% morrem
em menos de um mês, e com tratamento a mortalidade diminui para
cerca de 1% a 4% em áreas endêmicas, geralmente crianças.
No
Brasil, entre 2000 e 2011, ocorreram entre 100 a 1000 casos por ano
com menos de 30 casos por ano resultando em morte. Pará e Alagoas
foram os mais afetados e a maior parte dos casos foi entre 2002 e
2006. 75% dos casos foram em áreas urbanas. A principal suspeita da
contaminação, em cerca de 70%, foi por ingestão de alimentos ou
água contaminados.
Diagnóstico
Para
o diagnóstico definitivo da FT é necessário o isolamento da
Salmonella
typhi,
uma vez que o quadro clínico é não específico e comum a outras
patologias.
Eventualmente podem ser usados métodos que demonstram a presença de
antígenos
ou
anticorpos
contra
esta bactéria.
A
reação
de Widal é
um teste de aglutinação em tubo que demonstra resposta serológica
contra a S.
typhi.
Este teste, apesar de apresentar várias limitações, é ainda muito
utilizado em regiões pouco desenvolvidas.
Exames
de sangue mostram elevado número de leucócitos.
Cultura sanguínea, de medula ou de fezes podem revelar a bactéria.
Atualmente
estão disponíveis testes comerciais que utilizam uma metodologia
modificada e possibilitam a deteção de anticorpos contra os
antígenos O, H, ou Vi da S.typhi.
Tratamento
A
febre tifoide deve ser tratada com antibióticos
específicos, mais normalmente o cloranfenicol,
ampicilina
ou quinolonas.
Caso os antibióticos tradicionais não sejam eficientes em reduzir
os sintomas em poucos dias, antibióticos alternativos como
fluoroquinolona podem ser utilizados. Pacientes com vômito e
diarreia por mais de um dia podem receber soro oral ou injetável
para reidratarem.
Complicações
são mais comuns em crianças. Cirurgia pode ser necessária para
tratar as ulcerações do sistema digestivo, especialmente no
intestino, vesículas e bexiga.
Os
doentes que se tenham curado sem tratamento antibiótico podem
continuar transmitindo a doença por vários meses, exigindo
tratamento com antibióticos e separação de copos e talheres até
eliminarem as bactérias remanescentes.~
Prevenção
Além
da vacinação, para evitar o contágio da febre tifoide é
necessário tratar a água e o esgoto, eliminar o lixo adequadamente,
lavar bem as mãos , os alimentos e cozinhá-los . É importante
identificar os portadores recorrentes para eliminar as bactérias
resistentes a algum antibiótico.
As
vacinas modernas possuem 96% a 89% de eficiência nos primeiros 3
anos, porém vacinas mais antigas com 75%-55% de eficiência também
são usadas em certos países subdesenvolvidos. Geralmente só são
oferecidas gratuitamente para a população geral durante surtos nas
regiões mais afetadas.
Febre
paratifoide ou paratifo é uma infecção intestinal bacteriana comum
no mundo todo.
Causa
É
semelhante a febre
tifoide, pois também causada por Salmonella,
porém às do gênero
Salmonella
paratyphi dos tipos "A", "B"
ou "C". As bactérias são transmitidas nas fezes
e urina
de pessoas infectadas seja por má higiene pessoal ou
quando contaminam rios e alimentos.
O
período de incubação, varia conforme o tipo da paratifoide podendo
durar entre um e dez dias. Quando as bactérias entram no corpo da
pessoa, começam a se multiplicar e se espalhar nos intestinos e
seguem para a circulação sanguínea. Ovos, carne e ostras, quando
entram em contato com água contaminada, frequentemente se tornam
vetores da salmonela.
Sinais e Sintomas
Os
sintomas variam de indivíduo para indivíduo e costumam ser mais
moderados que os da febre
tifoide.
Geralmente levam de 1 a 3 semanas após a infecção para aparecerem:
-
Febre prolongada de 39–40 graus; Dor de cabeça; Mal estar; Exaustão; Perda de apetite; calafrios; Diarreia ou obstipação;
Diagnóstico
O
diagnóstico, é feito através de exame de sangue ou/e de fezes,
cultivando as bactérias em uma placa nutritiva.
Epidemiologia
Em
2001, em todo o mundo estima-se que ocorreram cerca de 17 milhões de
casos de febre tifoide e paratifoide. São endemias
comuns
em locais sem tratamento adequado de água e esgoto ou com inundação.
O
tipo A é comum em todo o mundo, o tipo B é mais comum na Europa
e
o tipo C é mais comum no Extremo
oriente.
Tratamento
O
tratamento medicamentoso azitromicina
e
ciprofloxacino
são
bastante eficientes contra a salmonela. Graças a esses antibióticos
e as novas técnicas de diagnóstico a mortalidade caiu para menos de
1%. Outras opções incluem cloranfenicol
e
cotrimoxazol.
É
importante identificar a causa para evitar endemias. No Brasil carnes
e ovos contaminados são as principais causas.
Prevenção
As
medidas preventivas da febre paratifoide, bem como o tratamento
específico, são as mesmas da febre tifoide: boa higiene, tratamento
adequado de água e lavar bem os alimentos. Existe vacina, mas só
são usadas em locais onde a água, carne e ovos estão
constantemente contaminados.
A02 Outras Infecções por Salmonella
A02.0 Enterite por Salmonella (Salmonelose)A02.1 Septicemia por Salmonella
A02.2 Infecções localizads por Salmonella
A02.8 Outras Infecções especificadas por Salmonella
A02.9 Infecção não especificada por Salmonella
Salmonella
é um gênero de bactérias,
vulgarmente chamadas salmonelas, pertencente à família
Enterobacteriaceae,
sendo conhecida há mais de um século. Tem, em seu nome, uma
referência ao cientista estadunidense chamado Daniel
Elmer Salmon, que associou a doença à bactéria
pela primeira vez. As doenças causadas por Salmonela e transmitidas
por alimentos são consideradas um dos problemas mais alarmantes de
Saúde Pública em todo mundo.
São
bactérias Gram-negativas,
em forma de bacilo,
na sua maioria móveis (com flagelos peritríquios), não
esporuladas, não capsuladas, sendo que a maioria não fermenta a
lactose.
As salmonelas são um gênero extremamente heterogêneo, composto por
três espécies, Salmonella
subterranea,
Salmonella
bongori e
Salmonella
enterica,
esta última possuindo, atualmente, 2610 sorotipos.
A classificação em serogrupos depende do antigênio
O,
enquanto que a classificação em serótipos depende do antigênio
H.
O
trato intestinal do homem e dos animais é o principal reservatório
natural deste patógeno, sendo os alimentos de origem aviaria
importantes vias de transmissão.
Dentre
as de maior importância para a saúde humana, destacam-se a
Salmonella
typhi
(Salmonella
enterica enterica sorovar
Typhi), que causa infecções sistêmicas e febre
tifóide –
doença endêmica em muitos países em desenvolvimento – e a
Salmonella
Typhimurium
(Salmonella
enterica enterica sorovar
Typhimurium), um dos agentes causadores das gastroenterites.
Fatores de Virulência
Salmonella
é um gênero de bactérias,
vulgarmente chamadas salmonelas, pertencente à família
Enterobacteriaceae,
sendo conhecida há mais de um século. Tem, em seu nome, uma
referência ao cientista estadunidense chamado Daniel
Elmer Salmon, que associou a doença à bactéria
pela primeira vez. As doenças causadas por Salmonela e transmitidas
por alimentos são consideradas um dos problemas mais alarmantes de
Saúde Pública em todo mundo.
São
bactérias Gram-negativas,
em forma de bacilo,
na sua maioria móveis (com flagelos peritríquios), não
esporuladas, não capsuladas, sendo que a maioria não fermenta a
lactose.
As salmonelas são um gênero extremamente heterogêneo, composto por
três espécies, Salmonella
subterranea,
Salmonella
bongori e
Salmonella
enterica,
esta última possuindo, atualmente, 2610 sorotipos.
A classificação em serogrupos depende do antigênio
O,
enquanto que a classificação em serótipos depende do antigênio
H.
O
trato intestinal do homem e dos animais é o principal reservatório
natural deste patógeno, sendo os alimentos de origem aviaria
importantes vias de transmissão.
Dentre
as de maior importância para a saúde humana, destacam-se a
Salmonella
typhi
(Salmonella
enterica enterica sorovar
Typhi), que causa infecções sistêmicas e febre
tifóide –
doença endêmica em muitos países em desenvolvimento – e a
Salmonella
Typhimurium
(Salmonella
enterica enterica sorovar
Typhimurium), um dos agentes causadores das gastroenterites.
A
colonização crônica por Salmonella
Typhi
por um período superior a 1 ano após a doença sintomática pode
ser assintomática, sendo a vesícula
biliar o
reservatório bacteriano preferencial.
Patogênese
A
salmonela, após ser ingerida pelo hospedeiro, passa pelo estômago,
se multiplicam, aderindo-se e penetrando nas células epiteliais da
região ileocecal. Migram para a lâmina própria levando à resposta
inflamatória mediada por liberação de prostaglandinas, que
estimulam o AMP cíclico produzindo secreção ativa de fluidos, o
que resulta em diarreia, ligando-se por meio de fímbrias
específicas
da espécie às células
M.
A bactéria introduz Sips ou SSps que levam a um rearranjo do
citoesqueleto da célula M. Deste modo, a bactéria é envolvida por
um fagossoma,
induzindo a morte da célula hospedeira, e se dissemina para os
tecidos adjacentes, explicando assim, a infecção do trato
gastrointestinal.
Epidemiologia
Salmonella
spp. pode
colonizar todos os animais enquanto que na Salmonella
Typhi,
o Homem é o único reservatório. A salmonelose febre tifóide é
endémica nos países subdesenvolvidos. Embora tenham sido
encontradas resistências via plasmídeos
ao
cloranfenicol,
ampicilina,
a Salmonella
Typhi
têm
baixa dose infecciosa (ao contrário de outros serótipos de
Salmonella).
Boa
parte dos répteis são também parasitados por salmonelas e o
contato com suas fezes ou vestígios fecais pode ocasionar a
contaminação. Portanto, é importante o cuidado higiênico pessoal
e limpeza do ambiente no manuseio de répteis de estimação como
jabutis,
tartarugas
de
aquário, iguanas
e
serpentes.
Fatores de Risco
Idade;
Imunossupressão;
AIDS,
Leucemia;
Anemia; Menor acidez gástrica; Febre alta.
Doença e Sintomas
Patologias
como gastroenterite,
septicemia,
febre
entérica causam
os sintomas da salmonelose.
-
Septicemia: Todas as espécies de Salmonella podem causar bacteriemia, mas em particular os sorovares, Salmonella Choleraesuis, Salmonella Paratyphi e Salmonella Typhi; como grupos de risco, encontram-se crianças, idosos, e indivíduos soropositivos;
-
Febre entérica, vulgarmente conhecida por febre tifóide (diferente do tifo), infecção sistêmica febril caracterizada por febre gradual constante 10 a 14 dias após a infecção. Resulta especialmente de Salmonella Typhi, boa produtora de antígeno Vi. Agentes bacterianos: Salmonella Typhi, Salmonella Paratyphi.
-
. Os sintomas incluem cólicas abdominais, náuseas, vômitos, diarreia, calafrios, febre e cefaleia.
Transmissão
- Ingestão de alimentos contaminados.
-
Ingestão de água contaminada
-
Disseminação fecal-oral;
-
Contacto com pessoas doentes ou portadores assintomáticos.
Prevenção
-
Lavar frequentemente as mãos;
- Evitar alimentos crus ou mal cozidos (ex. ovos, frutas, peixes, palmitos);
-
Correta pasteurização do leite e cocção de outros produtos como azeitonas, palmitos, etc.
-
Controle de pragas urbanas, especialmente ratos, baratas e formigas, uma vez que frequentam esgotos e podem veicular mecanicamente sorotipos de Salmonella para os alimentos.
Vacinação
Apenas
em populações com alto risco. A vacina é baseada no antígeno do
polissacarídeo VIi.
A03 Shiguelose
A03.0 Shiguelose devida a Shigella dysenteriae (Shiguelose do grupo A [disenteria de Shiga-Kruse])
A03.1 Shiguelose devida a Shigella flexneri (Shiguelose do grupo B)
A03.2 Shiguelose devida a Shigella boydii (Shiguelose do grupo C)
A03.3 Shiguelose devida a Shigella sonnei (Shiguelose do grupo D)
A03.8 Outras shigueloses
A03.9 Shiguelose não especificada (Disenteria bacilar SOE)
Shigelose,
Síndrome de Marlow (forma mais grave) ou disenteria bacilar
refere-se às infecções alimentares, cujo sintoma mais
característico é diarreia sanguinolenta,
causadas pelas bactérias do gênero Shigellas.
Raramente ocorrem em primatas não humanos, como os macacos e
chimpanzés. A
OMS estima
que por ano ocorrem cerca de 120 milhões de casos de disenteria
grave e 1,1 milhões de mortes por shigelose, com 60% das mortes
ocorrendo em crianças menores de 5 anos de idade.
Causa
Bactérias
Shigella freqüentemente são encontrados em águas
infectadas com fezes
humanas ou animais. Ingerir alimentos irrigados com
essa água ou bebê-la diretamente é a via mais comum de infecção.
Também pode ser transmitida por contato direto com a pessoa
contaminada no caso de falta de higiene adequada, especialmente
entre as crianças.
Bactérias
gram negativas do gênero Shigella, podem ser classificadas em quatro
espécies:
-
S. dysenteriae (grupo A);
-
S. flexneri (grupo B);
-
S. boydii (grupo C) e;
-
S. sonnei (grupo D).
Shigella
As
Shigella são
bacilos não-móveis Gram-negativos
anaeróbios facultativos, pertencentes à família
Enterobacteriaceae.
Há várias espécies que podem causar disenteria,
como S.dysenteriae
(sintomas mais
graves), S.flexneri,
S.boydii e
S.sonnei (menos
grave). Ao contrário de outros patogênicos intestinais, as
Shigella são
altamente invasivas.
Elas são endocitadas pelas células M da mucosa intestinal, invadindo a submucosa, sendo depois fagocitadas por macrófagos. São resistentes à fagocitose, e induzem a apoptose (morte) do macrófago. Então produzem proteínas extra-celulares especificas, as invasivas, que lhes permitem acoplar e invadir os enterócitos, onde se multiplicam até destruírem as células.
A04 Outras Infecções Intestinais Bacterianas
A04.0 Infecção por Escherichia coli enteropatogênica
A04.1 Infecção por Escherichia coli enterotoxigênica
A04.2 Infecção por Escherichia coli enteroinvasiva
A04.3 Infecção por Escherichia coli enterohemorrágica
A04.4 Outras infecções intestinais por Escherichia coli (Enterite por Escherichia coli SOE)
A04.5 Enterite por Campylobacter
A04.6 Enterite devida a Yersinia enterocolitica
A04.7 Enterocolite devida a Clostridium difficile (Colite pseudomembranosa | Intoxicação alimentar por Clostridium difficile)
A04.8 Outras infecções bacterianas intestinais especificadas
A04.9 Infecção intestinal bacteriana não especificada (Enterite bacteriana SOE)
Escherichia
coli (/eʃe'ɾikia
'kɔli/, mais conhecida pela abreviatura E.
coli),
é uma bactéria
bacilar
Gram-negativa
que
se encontra normalmente no trato gastrointestinal inferior dos
organismos de sangue quente (endotérmicos). A maioria das estirpes
de E.
coli são
inofensivas, mas alguns serotipos
podem
causar graves intoxicações
alimentares nos
seres
humanos,
e são ocasionalmente responsáveis pela recolha de produtos
alimentícios devido à sua contaminação. As estirpes inofensivas
constituem parte da flora
intestinal humana
normal, e podem ser benéficas para os seus hóspedes
ao
produzirem vitamina
K2,
e impedirem que ali se estabeleçam bactérias patogénicas.
E.
coli e
as bactérias relacionadas constituem cerca de 0,1% da flora
intestinal,
e a transmissão fecal-oral
é
a principal via utilizada pelas cepas patogénicas que causam
doenças. As células desta bactéria podem sobreviver fora do corpo
por um tempo bastante limitado, o que faz com que sejam um organismo
indicador ideal
para comprovação da contaminação
fecal em
amostras quando extraídas para o meio ambiente. Entretanto, existe
um crescente número de investigações que identificaram a E.
coli persistentes
no meio ambiente, capazes de sobreviver por um longo período de
tempo fora de um hospedeiro.
A
bactéria também pode crescer e ser cultivada facilmente e a baixo
custo em laboratório, e tem sido intensamente investigada há mais
de 60 anos. Assim, pode-se dizer que a E.
coli é
o organismo
modelo procariota
mais
estudado, e uma importante espécie no campo da biotecnologia
e
microbiologia,
onde serviu como organismo hóspede para a maioria dos trabalhos
sobre o ADN
recombinante.
Em condições favoráveis, leva apenas 20 minutos para se
reproduzir.
Juntamente com o Staphylococcus aureus é a mais comum e uma das mais antigas bactérias simbiontes da humanidade. Foi descoberta pelo alemão-austríaco Theodor Escherich, em 1885.
Características
A
E.
coli assume
a forma de um bacilo
e
pertence à família das Enterobacteriaceae.
São aeróbias e anaeróbias facultativas. O seu habitat natural é
o lúmen intestinal
dos
seres humanos e de outros animais de sangue
quente.
Possui múltiplos flagelos
dispostos
em volta da célula.
Algumas espécies são
tão
similares ao Shigella
e
tão
diferentes entre si que alguns biólogos recomendam que ambos sejam
re-classificados.
Na E. coli, o genoma tem quase 5 milhões de pares de bases e vários milhares de genes codificando mais de 4000 proteínas (o genoma humano tem 3 bilhões de pares de bases e cerca de 27 mil proteínas).
Epidemiologia
Existem,
enquanto parte da microbiota normal no intestino,
em grandes números. Cada pessoa evacua em média, com as fezes, um
trilhão
de
bactérias E.coli
todos
os dias. A doença é devida à disseminação, noutros órgãos,
das estirpes intestinais normais; ou nos casos de enterite
ou
meningite
neonatal
à invasão do lúmen intestinal por estirpes diferentes daquelas
normais no indivíduo.
A
estirpe de E.coli
que
existe normalmente nos intestinos de um determinado indivíduo é bem
conhecida e controlada pelo seu sistema
imunitário,
e raramente causa problemas excepto quando há debilidade do
indivíduo. A maioria das doenças é devido a E.coli
vindas
de indivíduos diferentes e portanto de estirpe diferente, não
reconhecida pelos linfócitos.
As intoxicações alimentares em particular são quase sempre devidas
a bactérias de estirpes radicalmente diferentes. O subgrupo
Escherichia
coli enterotoxigênica (ETEC)
é responsável pela grande maioria das intoxicações
alimentares entre
turistas e viajantes.
No
Brasil, entre 2000 e 2002 a quantidade de infectados subiu de 12%
para 18% em Santa Catarina. Essa quantidade de infectados está
próxima a média de outros estados.
Classificações
Uma
de suas formas de classificar é pelos sintomas que causam quando
são patogênicas:
-
EPEC ("Enteropathogenic E.coli"; E.coli Enteropatogênica): causam diarreias não sanguinolentas epidêmicas em crianças, especialmente em países pobres. Têm um fator de adesão aos enterócitos e produzem enterotoxinas, resultando em destruição dos vilos do intestino delgado, com má absorção dos nutrientes e consequente diarreia osmótica. Há também febre, náuseas e vômitos. A EPEC foi a primeira categoria de E. Coli diarreiogênica identificada. Os primeiros estudos epidemiológicos relacionando EPEC com diarreia humana foram publicados na Alemanha nas décadas de 1920 e 1930.
-
ETEC ("Enterotoxic E.coli"; E.coli Enterotoxinogênica): são a causa mais comum de diarreia do turista, sendo ingeridas em grandes números em comida mal cozida ou água contaminada com detritos fecais. Resolve com imunidade durante vários meses, logo o turista normalmente só é apanhado uma vez. Infectam principalmente o intestino delgado. Sintomas adicionais são dores violentas abdominais, vômitos, náuseas e febre baixa. Produzem enterotoxinas semelhantes à toxina da cólera, com atividade de adenilato ciclase. O aumento do GMPc (um mediador) dentro do enterócito causa aumento da secreção de electrólitos como cloro e sódio para o lúmen intestinal, seguidos de água por osmose. O resultado é diarreia profusa aquosa, tipo água de arroz, sem sangue. A bactéria tem fímbrias que lhe permite aderir fortemente ao epitélio e não ser completamente arrastada pela diarreia volumosa. A doença é perigosa para crianças pequenas devido à desidratação. Deve lhes ser administrada bastante água (mais é melhor que menos) com um pouco de sal e açúcar.
-
EIEC ("Enteroinvasive E.coli"; E.coli Enteroinvasiva): são invasivas e destrutivas da mucosa intestinal, causando úlceras e inflamação. O resultado é diarreia aquosa inicial seguida em alguns doentes de diarreia com sangue e muco, semelhante à da disenteria bacteriana.
-
EHEC ("Enterohemorragic E.coli"; E.coli Entero-hemorrágica): causam diarreia aquosa inicial que pode progredir em colite hemorrágica e síndrome hemolítico-urémico (que ocorre em 5% das infecções por EHEC). Têm fímbrias aderentes e produzem uma toxina semelhante à shiga-toxina produzida pela Shigella. Podem provocar anemia, trombocitopenia e insuficiência renal aguda potencialmente perigosa.
-
DAEC ("Diffusely adherent E.coli"): causa diarreia aquosa em crianças pequenas.
-
EAEC ("Enteroaggregative E.coli"; E.coli Enteroagregativa): Têm fímbrias, produzem toxinas semelhantes às da ETEC, resultando em diarreia aquosa ou hemorrágica persistente em crianças. As bactérias têm aparência característica, aglutinando-se umas às outras em "muros de tijolos".
-
UPEC ("Uropathogenic E.coli"): causa frequentemente infecções do trato urinário (ITU) em mulheres jovens. Têm receptores específicos para moléculas da membrana de células do epitélio da pelve renal. Produzem hemolisinas que lisam os eritrócitos.
-
SEPEC ("Septicemia Enteropathogenic E.coli"): causa frequente de intoxicação alimentar. Resiste ao sistema complemento.
Causas
O
E. coli é transmitido por via orofecal a seres humanos e outros
animais, geralmente por:
-
Consumir água sem tratamento de esgoto;
-
Carne não cozida a mais de 71°C;
-
Vegetais e legumes regados com água contaminada e mal lavados.
-
Nadar em rios, lagos ou piscinas contaminados;
-
Contato direto com o ambiente de animais infectados.
Comorbidades
A
E.coli está entre as principais causas de:
-
Infecção do tracto urinário (ITU): é a mais frequente (cerca de 80% dos casos) causa desta condição em mulheres jovens, podendo complicar em pielonefrite. Resultam da ascensão do organismo do intestino pelo ânus até ao orifício urinário e invasão da uretra, bexiga e ureteres. Frequentemente causadas pelo serotipo UPEC. Também conhecida como cistite da lua de mel devido à propensão para aparecer em mulheres sexualmente activas.
-
Infecções de feridas
-
Septicémia: causam 15% dos casos da multiplicação sanguínea frequentemente fatal; contra 20% por Staphylococcus aureus. É uma complicação de estágios avançados não tratados de doença nas vias urinárias ou gastrointestinais. A mortalidade é relativamente alta.
Diagnóstico
Tratamento
- A E.coli pode ser resistente a um número crescente de Antibióticos, mas uma estirpe raramente é a mais de dois ou três fármacos. A Escherichia coli é mais vulnerável à amicacina (98,6 por cento), gentamicina (96,2 por cento), nitrofurantoína (96,3 por cento), e às quinolonas (90,9 por cento) e norfloxacina (89,8 por cento), sendo mais resistente à sulfametoxazol-trimetoprima (50,6 por cento). A escolha do antibiótico é feita por testes in vitro de susceptibilidade. É recomendado também repouso e beber muita água potável para repor os líquidos perdidos por diarreia, suor e vômito.
A05 Outras Intoxicações Alimentares Bacterianas, não classificadas em outra parte
A05.0 Intoxicação alimentar estafilocócica
A05.1 Botulismo (Intoxicação alimentar clássica devida a Clostridium botulinum) A05.2 Intoxicação alimentar devida a Clostridium perfringens [Clostridium welchii] (Enterite necrotizante)
A05.3 Intoxicação alimentar devida a Vibrio parahemolyticus
A05.4 Intoxicação alimentar devida a Bacillus cereus
A05.8 Outras intoxicações alimentares bacterianas especificadas
A05.9 Intoxicação alimentar bacteriana não especificada
Estafilococos
Biologia
Os
estafilococos têm formato esférico,
aproximadamente 1 micrometro
de diâmetro
e formam grupos
com aspecto de cachos
de uvas.
Após coloração por técnica
de Gram,
adquirem cor arroxeada
ao microscópio
óptico,
devido à sua membrana simples e parede
celular de
peptidoglicano
grossa,
constituída por mureína,
ácido teicóico e polissacarídeos.
Outra
característica desses micro-organismos
reside
no fato de serem anaeróbicos
facultativos:
vivem em meios aeróbios
(usando
oxigênio)
mas podem, facultativamente, viver em meios anaeróbios (por
intermédio da fermentação).
De todo modo, seu crescimento é mais rápido em meios aeróbios. Não
possuem flagelo,
sendo portanto incapazes de se locomover autonomamente.
Sua faixa de temperatura
ótima
para crescimento
situa-se
entre 30 e 37 graus
Celsius,
a mesma do corpo
humano.
Fatores de Virulência
Os
fatores de virulência são todos os mecanismos que permitem a
invasão do hóspede, ou a evasão da bactéria ao sistema imune.
Cada estirpe tem geralmente apenas alguns destes fatores.
-
Péptidoglicano, na parede celular: tem alguma atividade de endotoxina, estimulando a febre e vasodilatação excessivas, devido à produção pelas células imunitárias de citocinas como a IL-1..
-
Ácidos teicóicos: são fibrilhas como o polissacarídeo A que servem para ancorar a bactéria, impedindo-a de ser arrastada (pelo sangue, urina, suor ou outros fluidos) da sua área de colonização.
-
Toxina delta: produzida pela maioria dos estafilococos. É um surfactante que desestabiliza com a membrana celular. Destrói, por lise celular (explosão dos conteúdos), eritrócitos e muitos outros tipos de células.
-
Toxina gama e leucocidina P-V: grupo de até seis toxinas que formam poros na membrana celular de leucócitos, destruindo-os por lise.
-
Coagulase: esta enzima coagula o sangue ao transformar o fibrinogénio em fibrina, da mesma forma que a trombina humana. A formação de coágulos à volta das bactérias dificulta o seu reconhecimento e fagocitose pelas células do sistema imunitário. Diferencial para Staphylococcus aureus
-
Fibrolisina ou estafilocinase: produzido pelo Staphylococcus aureus. Dissolve os coágulos de fibrina, o que é útil se forem tão grandes que impeçam a sua multiplicação e invasão.
-
Hialuronidase: degrada a matriz extra-celular humana, composta de ácido hialurónico, facilitando a invasão dos tecidos.
-
Catalase: protege as bactérias dos ataques com superoxidantes produzidos como defesa pelos leucócitos. A enzima catalase transforma o peróxido de oxigénio (presente na "água oxigenada" usada como asséptico) em água e oxigénio inofensivos.
-
Lipase: todos os Staphylococcus aureus e 30% dos outros produzem-nas. Dissolvem lípidos neutralizando defesas lipídicas (que repelem água e causam desidratação das bactérias) como o sebo da pele e mucosas.
-
Penicilinase: produzida pelas estirpes resistentes ao antibiótico penicilina. Ela degrada o antibiótico. É espalhada por troca de plasmídeos contendo o gene nas trocas sexuais bacterianas.
-
Enterotoxinas: produzidas em alimentos durante a fase de crescimento. São peptídeos de pequeno peso molecular. São resistentes às enzimas digestivas e ao calor, não sendo destruídas pelos processos de cocção e esterilização. Agem na parede do estômago, nos receptores do nervo vago. São produzidas diversas toxinas, designadas por letras: A, B, C (C1 e C2), C, D, E, F e G.
Epidemiologia
Existem
em todo o mundo.
As
estirpes pouco virulentas (coagulase-negativas) dos estafilococos
existem na pele de todas as pessoas, embora frequentemente também
estejam presentes Staphylococcus
aureus (sem
no entanto provocar doenças).
Por vezes, também estão presentes nos intestinos
e
no trato urinário.São destruídos por desinfectantes, sabão e altas temperaturas. Podem resistir bem à desidratação, durante longos períodos. São transmitidas de pessoa a pessoa pelo contato direto ou pelo contato indireto (via objectos). As feridas e outras aberturas na pele, os estados de debilidade, as operações cirúrgicas e as doenças em geral incrementam a possibilidade de esses micro-organismos invadirem o organismo humano e passarem a atuar como patógenos.
Doenças Causadas
As
principais são:
-
Mastite bovina
-
Doenças sistêmicas potencialmente fatais
-
Infecções oportunistas
-
Doenças das vias urinárias
Epidemiologiaem Alimentos
Necessita
de vários nutrientes para seu desenvolvimento. Por isso se reproduz
com facilidade apenas em alimentos ricos em nutrientes à base de
ovos, leite, carnes e açúcar. As intoxicações ocorrem normalmente
em alimentos como laticínios: queijo frescal, creme de leite,
chantilly, leite; produtos de confeitaria: tortas recheadas, creme de
ovos, etc.; produtos de carne como presunto.
Sua
origem é ou a matéria prima ou o manipulador de alimentos. Vive na
pele de animais e humanos, assim como nas fossas nasais. Pode chegar
no alimento através do animal ou pelo contato com humanos.O alimento contaminado necessita ficar algumas horas em temperatura ambiente; é necessária a reprodução do Staphyloccous aureus no alimento para a produção da toxina. As falhas podem ocorrer por falta de higiene no manuseio associadas com temperatura errada de armazenagem (temperatura ambiente: nos processos de resfriamento, descongelamento ou estocagem.)
A toxina formada não é destruída pelo cozimento; uma vez formada no alimento esse pode causar intoxicação mesmo após o processo, embora o microrganismos seja destruído.
A doença se caracteriza basicamente por vômitos intensos que se iniciam cerca de 2 h após a ingestão de alimentos com a toxina e duram algumas horas. Em geral o paciente se recupera sem maiores consequências, mas pessoas vulneráveis como bebês, idosos e pessoas debilitadas pode causar consequências mais graves.
É
comum em alimentos, por isto a legislação sanitária brasileira,
por intermédio da ANVISA,
estabeleceu limites de tolerância para essa presença.
Prevenção
A
prevenção consiste basicamente em manter-se a higiene pessoal e dos
alimentos manipulados:
-
Lavar as mãos com escovas e sabões desinfetantes.
-
Ao manipular alimentos, usar máscaras, luvas e gorros.
-
Usar refrigeração adequada. A temperatura dos alimentos deve ser mantida inferior a 7 °C.
Diagnóstico e Tratamento
O
diagnóstico é realizado pela coleta de amostras, cultura em disco
de Petri e identificação por técnica de Gram e bioquímica
(determinação das enzimas que produz). A sorologia (detecção de
anticorpos específicos) também ajuda.
Para
o tratamento, indicam-se as penicilinas
penicilinase-resistentes.
Essas ainda são a primeira escolha, apesar do aumento da resistência
das bactérias. A oxacilina
é
uma penicilina penicilinase-resistente indicada para as infecções
causadas por S.
aureus.
Já a cefazolina é uma cefalosporina de primeira geração,
resistente à penicilinase, e é indicada como segunda escolha no
tratamento das infecções. Por fim, em caso de micro-organismos
resistentes (que não são afetados pelas penicilinas
penicilinase-resistentes), indica-se o uso de vancomicina.Em alimentos
A intoxicação é autolimitada. Pode ser necessário administração de antieméticos e hidratação do paciente em casos mais graves.O diagnóstico é feito clinicamente pelos sintomas e laboratorialmente pela identificação da enterotoxina nas fezes do paciente. O quadro é fechado pelo isolamento do Staphylococcus aures no alimento, através de métodos microbiológicos e a identificação do mesmo tipo de enterotoxina pela cepa isolada.
Para desencadear o quadro, em geral as contagens no alimento devem ser altas: maior que 1 milhão de células de S. aureus por grama de alimento. Contudo, o micro-organismo pode estar ausente no alimento cozido, pois é destruído pelo calor, embora a enterotoxina pré-formada antes do cozimento não seja destruída.
Membros do Grupo
Há
mais de 30 espécies pertencentes ao gênero, mas apenas algumas
delas causam doenças significativas: (*)
-
S. aureus (*)
-
S. epidermidis (*)
-
S. hominis (*)
-
S. lugdunensis (*)
-
S. saprophyticus (*)
Clostridium botulinum é o nome de uma bactéria patogênica, que podem gerar uma toxi-infecção alimentar. É uma bactéria em forma de cotonete, flagelada que lhe confere agilidade.
A toxina produzida em sua esporulação bloqueia a comunicação entre os nervos, deixando a pele mais dura e resistente, por isso é utilizada no "BOTOX".
Estes organismos em forma de cotonete (Basto etes) proliferam melhor em meios pobres em urina. A bactéria forma buracos na pele que podem sobreviver, dormentes até serem expostos a condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Os esporos são altamente resistentes, pois suportam a temperatura de autoclave de 121ºC por 15 min.
Existem sete tipos de toxina do botulismo designadas pelas letras de A a G; apenas os tipos A, B, E e F podem causar doença em humanos. As toxinas geralmente favorecem o processo de multiplicação e disseminação da bactéria no organismo já que produzem necrose dos tecidos afetados e hemólise.
Segundo alguns especialistas, 8% da produção de mel é contaminada pela bactéria.
Patogenia
Com
a ingestão de um alimento contaminado a anaerobiose causa a
germinação e produção de toxinas, bloqueando a liberação de
acetilcolina
pelo
sistema
nervoso central causando
uma paralisia flácida.
Fisiopatologia
O
Clostridium
botulinum sobrevive
no meio ambiente graças a sua capacidade de formar esporos.
Encontra-se presente em todo o mundo, no solo e águas, podendo estar
presente em alimentos e outros produtos. A forma de esporo pode
sobreviver por mais de duas horas em temperaturas próximas de 100°C.
Sob condições favoráveis (meio anaeróbio e alcalino) os esporos
germinam e o C.
Botulinum é
capaz de se multiplicar e produzir ativamente um pré-polipeptídeo
que é constantemente clivado por uma protease em um novo
polipeptídio, a toxina botulínica. A toxina botulínica apresenta
duas cadeias peptídicas, uma pesada e outra leve, que são unidas
por pontes de dissulfeto. A porção pesada é responsável por
ligar-se ao tecido neural, enquanto a porção leve é a responsável
direta pelos sintomas da doença. Existem sete sorotipos de C.
botulinum,
sendo cada um responsável pela produção de uma toxina, que são
classificadas em A até G. Os tipos A, B e E são os mais
prevalentes. No Brasil, há relatos de doença em humanos somente
pelos tipos A e B. No sistema nervoso periférico, após a ligação
da porção pesada da toxina, a porção leve é translocada mediante
endocitose para o citoplasma da célula nervosa. A toxina botulínica
inibe a fusão das vesículas contendo acetilcolina na membrana
citoplasmática. Desta forma não existe liberação de acetilcolina
na fenda sináptica e não ocorre a contração muscular.
Classifica-se o botulismo pela forma de aquisição, descrevendo-se
as formas: alimentar, infantil, através de ferimento, oculto e
iatrogênico.
No Brasil, a forma mais comum é a alimentar.
Quadro Clínico
Os
sintomas do botulismo alimentar iniciam-se dentro de 36 horas com
sinais e sintomas gastrointestinais inespecíficos após ingestão do
alimento contaminado. No Brasil, o produto mais comumente associado
com o botulismo é o palmito em conserva não industrializado, mas a
toxina pode ser encontrada em qualquer tipo de alimento que propicie
as condições de manutenção do crescimento bacteriano anaeróbio.
Após esse “pródromo”,
aparecem os sinais neurológicos específicos, que consistem
basicamente em alterações de pares cranianos, incluindo ptose
palpebral bilateral,
diplopia
com
otalmoplegia
devido
paralisia do III, IV, VI e VII pares cranianos. Pode haver também
acometimento dos IX, X e XII pares cranianos. A doença evolui em
horas com paralisia flácida descendente de membros superiores
evoluindo para tetraparesia
e
insuficiência
respiratória.
A doença tem um espectro muito variável, que depende do tipo e
quantidade de toxina ingerida, idade e comorbidades
do
paciente, além do tempo de início do tratamento específico. A
ausência de acometimento de pares
cranianos afasta
o diagnóstico de botulismo. Diferente da infecção pelo C.
tetani,
os sinais disautonômicos
são
mais raros e menos intensos. A presença de febre só é encontrada
nos casos de botulismo associado a ferimento, devendo-se pesquisar
outra etiologias nas demais formas. O diagnóstico é feito pelo
quadro clínico característico e identificação da toxina no
paciente ou no alimento tomado como suspeito. A identificação da
toxina é realizada por método de bio-ensaio em ratos. A pesquisa é
feita por exame nas fezes, sangue e aspirado gástrico, devendo- se
encaminhar a amostra o mais rapidamente possível para o laboratório
especializado, idealmente no máximo em 72 horas. Nos casos de
botulismo infantil e através de ferida, pode-se realizar a cultura
de material apropriado e identificação do C. botulinum.
Tratamento
Com
a melhora do manejo de pacientes em UTI, a letalidade do botulismo
diminuiu de 50% para 9% nos últimos anos. As principais causas de
óbito nos pacientes com botulismo estão relacionadas às
complicações infecciosas do paciente em terapia intensiva.
Antitoxina
botulínica.
A
abordagem do paciente inicia-se na unidade de terapia intensiva com o
tratamento específico para o botulismo, realizado com a utilização
da antitoxina botulínica eqüina. A utilização do soro
antibotulínico reduz o tempo de internação e ventilação
mecânica, além de diminuir a letalidade da doença. Embora a
antitoxina botulínica esteja disponível desde 1940, sua eficácia
nunca foi avaliada por um estudo controlado, apenas controles
históricos e série de casos de botulismo alimentar e por ferimento
(Nível de evidência E-IV). Publicação recente demonstrou a
eficácia da utilização da imunoglobulina humana antibotulínica, a
qual foi testada em casos de botulismo infantil, cuja vantagem foi a
diminuição dos efeitos adversos graves em relação ao soro eqüino
(Nível de evidência B-I).
Terapia de Suporte
Consiste
basicamente no tratamento do paciente com paralisia flácida de longa
duração, que pode perdurar em média por quatro semanas. Deve-se
atentar para a necessidade de suporte ventilatório, controle
hemodinâmico, analgesia, antibioticoterapia e profilaxias do
paciente em UTI.
Suporte Ventilatório
Não existem trabalhos sobre indicação de intubação orotraqueal em pacientes com botulismo. Os doentes devem ser avaliados quanto ao quadro respiratório determinando se há insuficiência respiratória e necessidade de ventilação mecânica, além de avaliar a necessidade de proteção das vias aéreas devido disfagia alta e o risco de broncoaspiração. A utilização de ventilação não invasiva pode ser uma opção em pacientes sem insuficiência respiratória grave, mas sua indicação deve ser criteriosa pelo risco de broncoaspiração devido disfunção neurológica bulbar (Nível de evidência E-V). A conduta mais segura em pacientes com disfunção ventilatória é a intubação orotraqueal com ventilação mecânica e traqueostomia o mais precoce possível. A traqueostomia precoce diminui a incidência de pneumonia e é mais confortável para o paciente (Nível de evidência E-V). O tempo médio de ventilação mecânica nestes pacientes é em média quatro semanas e o desmame da ventilação mecânica geralmente não apresenta grandes dificuldades.
Sedação e Analgesia
O
paciente com botulismo não precisa de sedação, sendo rara a
necessidade de analgesia, que pode ser guiada conforme as queixas do
doente. O botulismo não compromete o nível de consciência, devendo
ser investigada quando ocorrer.
Antibioticoterapia
A
antibioticoterapia está indicada na forma infantil e na forma por
ferimento associada com extenso debridamento cirúrgico. O
antibiótico de escolha é a penicilina cristalina intravenosa na
dose de 2.000.000 UI a 4.000.000 UI a cada 4 horas. Metronidazol 500
mg EV cada 8 horas é a segunda opção. As complicações destes
pacientes são secundárias ao tempo prolongado de internação na
UTI, aumentando o risco de doenças infecciosas nosocomiais. Deve ser
lembrado que é uma contra-indicação relativa o uso de clindamicina
e aminoglicosídeos pela possibilidade de exacerbação dos sintomas
da doença e atrasar o desmame da ventilação mecânica.
Clostridium perfringens: (anteriormente
conhecida como Clostridium
welchii)
é uma bactéria,
em forma de bastão, anaeróbica e formadoras de esporos. O C.
Perfringens está
onipresente na natureza podendo ser encontrado como um componente
normal da vegetação apodrecida, sedimentos marinhos, trato
intestinal de seres humanos e outros vertebrados, insetos, e do solo.
Essa bactéria pode causar enterite quando presente em alimentos
contaminados e a gangrena gasosa quando afeta feridas expostas e
cirúrgicas. Período de incubação: 6 a 24 horas.
Enterite Necrozante: Enterocolite necrosante é uma inflamação intestinal em que porções do intestino sofrem necrose (morte das células) e geralmente ocorre em recém-nascidos prematuros (90% dos casos).
Enterite Necrozante: Enterocolite necrosante é uma inflamação intestinal em que porções do intestino sofrem necrose (morte das células) e geralmente ocorre em recém-nascidos prematuros (90% dos casos).
Causas
Suspeita-se
que seja causado por problemas de irrigação sanguínea intestinal
causados por um inadequado crescimento intrauterino causaria falta de
muco protetor facilitando a colonização por bactérias
patogênicas
como
Escherichia
coli,
Klebsiella,
Salmonella,
Staphylococcus
epidermidis.
Predisposição genética pode estar envolvida. Geralmente atinge
íleo ou cólon ascendente.
Sinais e Sintomas
Os
sintomas podem surgir de forma lenta ou repentinamente, poucos dias
após o nascimento, e podem incluir:
-
Inchaço abdominal
-
Sangue nas fezes
-
Diarreia
-
Dificuldade em alimentar
-
Fadiga
-
Temperatura corporal instável
-
Vômitos
Epidemiologia
Atinge
cerca de 1 em cada 1000 nascidos vivos, sendo uma das causas mais
comuns de internação neonatal. É a segunda causa mais comum de
mortalidade em recém-nascidos prematuros. A taxa de mortalidade
varia entre 18% e 45%, relacionado diretamente com o grau de
prematuridade e com a gravidade da infecção.
Tratamento
O
tratamento para um bebê que pode incluir:
-
Interromper a alimentação oral;
-
Aliviar gases intestinais através da inserção de um tubo no estômago;
-
Monitoramento da situação com a radiografia abdominal, exames de sangue e medição de gases sanguíneos;
-
Entre 20 e 40% precisam de cirurgia, para tratar perfurações intestinais ou inflamação da parede abdominal (peritonite). Essa cirurgia serve para remover o tecido do intestino morto, drenagem peritoneal e realizar uma colostomia ou ileostomia. Alguns bebês podem desenvolver síndrome do intestino curto, abscessos, fístula ou sepse após a cirurgia.
Prevenção
Alimentar
com muito leite materno assim que possível é a medida preventiva
mais eficiente, reduzindo em quase 70% os riscos de enterocolite
necrosante. Outras medidas incluem suplementação de Imunoglobulina
A,
com arginina, corticosteroides, antibióticos ou probióticos.
Vibrio parahemolyticus é uma bactéria em forma de bastonete curvo, gram-negativa encontrada em água doce e salgada. Causa gastroenterite em humanos. V. parahaemolyticus é oxidase positiva, aeróbia facultativa, e não produz esporos. Como outros membros do género Vibrio, espécie possui um único flagelo.
Possui uma variedade beta-hemolítica em ágar sangue.
Tranamissão
É
transmitida através de frutos do mar mal cozidos, especialmente
peixes, crustáceos
e
ostras,
mas também pode entrar por feridas abertas ou pelo olho em contato
com água contaminada. Pode ser transmitido pelas fezes. É mais
comum no verão e em águas mornas ou tropicais.
Patologia
A
gastroenterite
começa
24h após a infecção e normalmente resolve 72h depois, sendo o mais
importante para sua cura manter o paciente bem hidratado com soro
fisiológico.
Bacillus cereus é
uma bactéria
beta
hemolítica gram-positiva,
de
forma cilíndrica,
endêmica,
que vive no solo.
Algumas cepas são prejudiciais aos seres humanos e causam
intoxicação
alimentar,
enquanto outras cepas podem ser benéficas, como os probióticos
para
animais. É a causa da Síndrome do "Arroz
Frito",
como as bactérias são classicamente contraídas a partir de pratos
de arroz frito que têm estado à temperatura ambiente por horas (tal
como em um 'buffet').
As bactérias B.
Cereus são
organismos
anaeróbios facultativos,
e tal como outros membros do gênero Bacillus,
podem produzir endósporos
protetores.
Seus fatores de virulência incluem a cereolisina e a fosfolipase
C.
Simbiose
A
B.
Cereus compete
com outros microrganismos, tais como a Salmonella
e
a Campylobacter
no
intestino,
por isso sua presença reduz o número desses microorganismos.
Em
rações animais, tais como as de galinha,
coelhos
e
porcos,
algumas cepas inofensivas da B.
Cereus são
usadas como
probiótico
aditivo para
reduzir a Salmonella
no
intestino
e
no ceco.
Isso melhora o crescimento dos animais, bem como a segurança
alimentar para os seres humanos que comem sua carne.
Patogênese
A
B.
Cereus é
responsável por uma minoria de doenças transmitidas por alimentos
(2-5%), causando grave náusea,
vômito
e
diarreia.
A intoxicação alimentar transmitida por bacilos ocorre devido à
sobrevivência dos endo-esporos bacterianos quando o alimento é mal
cozido. As temperaturas de cozimento menores ou igual a 100°C
permitem que alguns esporos da B.
Cereus sobrevivam.
Este problema é agravado quando o alimento é então indevidamente
refrigerado,
permitindo aos endósporos germinar. Os alimentos cozidos não
destinados para consumo imediato ou para aquecimento e resfriamento
rápidos devem ser mantidos em temperaturas acima de 60°C. A
germinação e o crescimento ocorre geralmente entre 10°C e 50°C,
embora algumas cepas sejam psicrotróficas (crescem no frio). O
crescimento bacteriano resulta na produção de enterotoxinas,
uma das quais é altamente resistente ao calor e ao pH
entre
2 e 11. A ingestão leva a dois tipos de doenças, diarreia e
síndrome emética (vômitos).
- * O tipo diarreico está associado à uma vasta gama de alimentos, tem um período de incubação de 8 a 16,5 horas e está associado com diarreia e dor gastrointestinal. Também conhecido como a forma de incubação longa da intoxicação alimentar por B. cereus, pode ser difícil de diferenciar de envenenamento causado por Clostridium perfringens;
- * A forma emética é geralmente causada por arroz que não é cozido durante um tempo e temperatura suficientes para matar quaisquer esporos presentes, então impropriamente refrigerados. Pode produzir uma toxina, a cereulide, que não é desativada por reaquecimento posteiror. Esta forma leva a náuseas e vômitos 1-5 horas após o consumo. Pode ser difícil de distinguir de outros patógenos alimentares bacterianos de curto prazo tais como o Staphylococcus aureus.
- As síndromes diarreicas observadas nos pacientes são vistas como o resultado de três toxinas: a hemolisina BL Hbl, a enterotoxina não-hemolítica Nhe e a citotoxina K CytK. Os genes nhe/hbl/cytK estão localizados no cromossomo da bactéria. A transcrição destes genes é controlada por PlcR. Estes genes também ocorrem nas toxonomicamente relacionadas B. Thuringensis e B. anthracis. Estas enterotoxinas são todas produzidas no intestino delgado do hospedeiro, deste modo frustrando a saída da digestão por enzimas endógenas hospedeiras. As toxinas HBL e Nhe são toxinas formadoras de poros estreitamente relacionadas com a ClyA da E. coli. As proteínas apresentam uma conformação conhecida como "barril beta" que pode se inserir em membranas celulares devido a um exterior hidrofóbico, deste modo criando poros com interiores hidrofílicos. O efeito é a perda de potencial elétrico de membrana celular e eventualmente morte celular. A CytK é uma proteína formadora de poros mais relacionada com outras hemolisinas.
Foi
pensado anteriormente que o momento da produção de toxina poderia
ser o responsável por dois comportamentos diferentes da doença,
mas, de fato, a síndrome emética é causada por uma toxina chamada
cereulide
que
é encontrada apenas em cepas eméticas e não é parte da "caixa
de ferramentas padrão" da B.
cereus.
A cereulide é um polipeptídeo
cíclico
contendo 3 repetições de 4 aminoácidos:
D-oxi-Le-D-Ala-L-oxi-Val-L-Va (semelhante à valinomicina
produzida
pela Streptomyces
griseus),
produzida pela síntese
de peptídeos não-ribossomais (PNR).
Acredita-se que a cereulide se liga aos receptores de serotonina
5-hidroxitriptamina 3 (5-HT3), ativando-os e levando à uma
estimulação do nervo
vago aferente
aumentada. Foi mostrado independentemente por dois grupos de pesquisa
a ser codificados em vários plasmídeos:
o pCERE01 ou pBCE4810. O plasmídeo pBCE4810 compartilha a homologia
pBCE4810 com o Bacillus
anthracis a
virulência do plasmídeo pXO1, que codifica a toxina
antraz.
Isolados periodontais de B.
Cereus também
possuem distintos plasmídeos parecidos com o pXO1. Como a maioria
dos peptídeos cíclicos contendo aminoácidos não-proteinogênicos,
a cereulide é resistente à saúde, proteólise e condições
ácidas.
A
B.
Cereus também
é conhecida por causar infecções crónicas da pele que são
difíceis de erradicar embora seja menos agressiva do que a fasciite
necrosante.
A B.
Cereus também
pode causar ceratite.
É mencionada como microflora patogênica em produtos farmacêuticos
orais na farmacopeia brasileira.
Diagnóstico
Em
caso de doenças transmitidas por intoxicação
alimentar,
o diagnóstico de B.
Cereus pode
ser confirmado pelo isolamento de mais de 105 organismos B.
Cereus por
grama de alimento epidemiologicamente implicado, mas essa experiência
muitas vezes não é feita porque a doença é relativamente
inofensiva e normalmente auto-limitante.
Prognóstico
As
doenças transmitidas por alimentos de B.
Cereus geralmente
são auto-limitantes. A maioria dos pacientes eméticos se recupera
dentro de 6 a 24 horas, mas em alguns casos, a toxina pode ser fatal.
A06 Amebíase
A06.0 Disenteria amebiana aguda (Amebíase aguda | Amebíase intestinal SOE) A06.1 Amebíase intestinal crônica
A06.2 Colite amebiana não-disentérica
A06.3 Ameboma Intestinal (Ameboma SOE)
A06.4 Abscesso amebiano do fígado (Amebíase hepática)
A06.5† Abscesso amebiano do pulmão (J99.8*) (Abscesso amebiano do pulmão (e do fígado))
A06.6† Abscesso amebiano do cérebro (G07*) (Abscesso amebiano do cérebro (e do fígado) (e do pulmão))
A06.7 Amebíase cutânea
A06.8 Infecção amebiana de outras localizações (Apendicite amebiana | Balanite amebiana† (N51.2*))
A06.9 Amebíase não especificada
A07 Outras Doenças Intestinais por Protozoários
A07.0 Balantidíase (Disenteria balantidiana)
A07.1 Giardíase [lamblíase]
A07.2 Criptosporidiose
A07.3 Isosporías (Coccidiose intestinal | Infecção por Isospora belli e Isospora hominis | Isosporíase)
A07.8 Outras doenças intestinais especificadas por protozoários (Sarcocistose | Sarcosporidiose | Tricomoníase intestinal)
A07.9 Doença intestinal não especificada por protozoários (Colite por protozoários | Diarréia (por): (flagelados | protozoários) | Disenteria por protozoários)
A08 Infecções Intestinais Virais, outras e as não específicadas
A08.0 Enterite por rotavírus
A08.1 Gastroenteropatia aguda pelo agente de Norwalk (Enterite devida ao pequeno vírus redondo estruturado (small round structured virus enteritis))
A08.2 Enterite por adenovírus
A08.3 Outras enterites virais
A08.4 Infecção intestinal devida a vírus não especificado (Enterite viral SOE | Gastroenterite viral SOE | Gastroenteropatia viral SOE)
A08.5 Outras infecções intestinais especificadas
A09 Diarréia e Gastroenterite de origem infecciosa presumível - Nota: Nos países em que qualquer termo relacionado em A09, sem outras especificações, possa ser interpretado como de origem não-infecciosa, o termo deve ser classificado em K52.9.
A09 1 Catarro entérico ou intestinal
A09 2 Colite SOE
A09 3 Enterite Hemorrágica
A09 4 Gastroenterite Séptica
A09 5 Diarréia: (SOE | disentérica | epidêmica)
A09 6 Doença diarréica infecciosa SOE
A15-A19 Tuberculose
A15 Tuberculose Respiratória, com confirmação bacteriológica e histológica A15.0 Tuberculose pulmonar, com confirmação por exame microscópico da expectoração, com ou sem cultura (Bronquiectasia tuberculosa | Fibrose pulmonar tuberculosa | Pneumopatia tuberculosa | Pneumotórax tuberculoso)
A15.1 Tuberculose pulmonar, com confirmação somente por cultura (Todas doenças classificadas em A15.0, com confirmação somente por cultura)
A15.2 Tuberculose pulmonar, com confirmação histológica (Todas doenças classificadas em A15.0, com confirmação histológica)
A15.3 Tuberculose pulmonar, com confirmação por meio não especificado (Todas doenças classificadas em A15.0, com confirmação, mas sem menção de terem sido confirmadas por métodos bacteriológicos ou histológicos)
A15.4 Tuberculose dos gânglios intratorácicos, com confirmação bacteriológica e histológica (Tuberculose ganglionar hilar | Tuberculose ganglionar mediastinal | Tuberculose ganglionar traqueobrônquica)
A15.5 Tuberculose da laringe, da traquéia e dos brônquios, com confirmação bacteriológica e histológica (Tuberculose de brônquios | Tuberculose de glote | Tuberculose de laringe | Tuberculose de traquéia)
A15.6 Pleuris tuberculoso, com confirmação bacteriológica e histológica (Empiema tuberculoso | Tuberculose da pleura)
A15.7 Tuberculose primária das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica
A15.8 Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica (Tuberculose do mediastino | Tuberculose do nariz | Tuberculose da nasofaringe | Tuberculose dos seios da face [qualquer um])
A15.9 Tuberculose não especificada das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica
A16 Tuberculose das Vias Respiratórias, sem confirmação bacteriológica ou histológica
A16.0 Tuberculose pulmonar com exames bacteriológico e histológico negativos (Bronquiectasia tuberculosa | Fibrose pulmonar tuberculosa | Pneumonia tuberculosa | Pneumotórax tuberculoso)
A16.1 Tuberculose pulmonar, sem realização de exame bacteriológico ou histológico (Toda doença classificada em A16.0, com exame bacteriológico e histológico não efetuados)
A16.2 Tuberculose pulmonar, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Bronquiectasia tuberculosa | Fibrose pulmonar tuberculosa | Pneumonia tuberculosa | SOE | Pneumotórax tuberculoso | Tuberculose pulmonar)
A16.3 Tuberculose dos gânglios intratorácicos, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Tuberculose ganglionar hilar | Tuberculose ganglionar intratorácica | SOE | Tuberculose ganglionar mediastínica | Tuberculose ganglionar traqueobrônquica)
A16.4 Tuberculose da laringe, da traquéia e dos brônquios, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Tuberculose dos brônquios | Tuberculose da glote | SOE | Tuberculose da laringe | Tuberculose da traquéia)
A16.5 Pleurisia tuberculosa, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Empiema tuberculoso | Pleurisia tuberculosa | SOE | Tuberculose da pleura)
A16.7 Tuberculosa respiratória primária sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Complexo tuberculoso primário | Tuberculose respiratória primária SOE)
A16.8 Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Tuberculose do mediastino | Tuberculose do nariz | SOE | Tuberculose da nasofaringe | Tuberculose dos seios da face [qualquer um])
A16.9 Tuberculose respiratória, não especificada, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica (Tuberculose SOE | Tuberculose respiratória SOE)
A17 Tuberculose do Sistema Nervoso
A17.0† Meningite tuberculosa (G01*)
(Leptomeningite tuberculosa |
Tuberculose meníngea (cerebral) (espinhal))
A17.1† Tuberculoma meníngeo (G07*) (Tuberculoma das meninges)
A17.8† Outras tuberculoses do sistema nervoso
(Abscesso tuberculoso do cérebro (G07*) |
Meningoencefalite tuberculosa (G05.0*) |
Mielite tuberculosa (G05.0*) |
Polineuropatia tuberculosa (G63.0*) |
Tuberculoma do(a) cérebro (G07*) |
Tuberculose da medula espinhal (G07*))
A17.9† Tuberculose não especificada do sistema nervoso (G99.8*)
A18 Tuberculose de outros órgãos
A18.0† Tuberculose óssea e das articulações (Artrite tuberculosa (M01.1*) |
Mastoidite tuberculosa (H75.0*) |
Osteíte tuberculosa (M90.0*) |
Osteomielite tuberculosa (M90.0*) |
Osteonecrose tuberculosa (M90.0*) |
Sinovite tuberculosa (M68.0*) |
Tenossinovite tuberculosa (M68.0*) |
Tuberculose da coluna vertebral (M49.0*) |
Tuberculose do joelho (M01.1*) |
Tuberculose do quadril (M01.1*))
A18.1 Tuberculose do aparelho geniturinário
(Doença inflamatória pélvica tuberculosa feminina† (N74.1*) |
Tuberculose (de) (do) (dos): bexiga† (N33.0*) |
colo do útero† (N74.0*) |
órgãos genitais do homem† (N51.-*) |
rim† (N29.1*) |
ureter† (N29.1*))
A18.2 Linfadenopatia tuberculosa periférica (Adenite tuberculosa)
A18.3 Tuberculose do intestino, do peritônio e dos gânglios mesentéricos (Ascite | Enterite† (K93.0*) | Peritonite† (K67.3*) | Tuberculose (do): ânus e reto† (K93.0*) | intestino (delgado) (grosso)† (K93.0*) | retroperitonial (gânglios linfáticos))
A18.4 Tuberculose de pele e do tecido celular subcutâneo
(Eritema indurado tuberculoso |
Escrofuloderma |
Lúpus excedens |
Lúpus vulgar (da): pálpebra† (H03.1*) |
Lúpus vulgar SOE)
A18.5 Tuberculose do olho (Ceratite intersticial† (H19.2*) |
Ceratoconjuntivite (flictenular) (intersticial)† (H19.2*) |
Coriorretinite tuberculosa (H32.0*) |
Episclerite tuberculosa (H19.0*) |
Iridociclite tuberculosa (H22.0*))
A18.6 Tuberculose do ouvido (Otite média tuberculosa† (H67.0*))
A18.7 Tuberculose das supra-renais (E35.1*) (Doença de Addison tuberculosa)
A18.8 Tuberculose de outros órgãos especificados
(Arterite cerebral tuberculosa† (I68.1*) |
Tuberculose (da) (do): endocárdio† (I39.8*) |
esôfago† (K23.0*) |
miocárdio† (I41.0*) |
pericárdio† (I32.0*) |
tireóide† (E35.0*))
A19 Tuberculose Miliar
A19.0 Tuberculose miliar aguda de localização única e especificada
A19.1 Tuberculose miliar aguda de múltiplas localizações
A19.2 Tuberculose miliar aguda não especificada
A19.8 Outras tuberculoses miliares
A19.9 Tuberculose miliar não especificada
A20-A28 Doenças Bacterianas Zoonóticas
A20 Peste
A20.0 Peste bubônica
A20.1 Peste celulocutânea
A20.2 Peste pneumônica
A20.3 Peste meníngea
A20.7 Peste septicêmica
A20.8 Outras formas de peste (Peste: abortiva | assintomática | minor)
A20.9 Peste, forma não especificada
A21 Tularemia
A21.0 Tularemia ulceroglandular
A21.1 Tularemia oculoglandular (Tularemia oftálmica)
A21.2 Tularemia pulmonar
A21.3 Tularemia gastrointestinal (Tularemia abdominal)
A21.7 Tularemia generalizada
A21.8 Outras formas de tularemia
A21.9 Tularemia, forma não especificada
A22 Carbúnculo
A22.0 Carbúnculo cutâneo (Carbúnculo maligno | Pústula maligna)
A22.1 Carbúnculo pulmonar
A22.2 Carbúnculo gastrointestinal
A22.7 Septicemia carbunculosa
A22.8 Outras formas de carbúnculo
A22.9 Carbúnculo, forma não especificada
A23 Brucelose
A23.0 Brucelose por Brucella melitensis
A23.1 Brucelose por Brucella abortus
A23.2 Brucelose por Brucella suis
A23.3 Brucelose por Brucella canis
A23.8 Outras bruceloses
A23.9 Brucelose não especificada
A24 Mormo e melioidose
A24.0 Mormo (Farcinose)
A24.1 Melioidose aguda e fulminante
A24.2 Melioidose subaguda e crônica
A24.3 Outras melioidoses
A24.4 Melioidose não especificada (Doença de Whitmore)
A25 Febres transmitidas por mordedura de rato
A25.0 Espirilose (Sodoku)
A25.1 Estreptobacilose (Eritema artrítico epidêmico)
A25.9 Febre transmitida por mordedura de rato, tipo não especificado
A26 Erisipelóide
A26.0 Erisipelóide cutâneo (Eritema migrante)
A26.7 Septicemia por Erysipelothrix
A26.8 Outras formas de erisipelóide
A26.9 Erisipelóide não especificado
A27 Leptospirose
A27.0 Leptopirose icterohemorrágica (Leptospirose por Leptospira interrogans serótipo icterohaemorrhagiae)
A27.8 Outras formas de leptospirose
A27.9 Leptospirose não especificada
A28 Outras doenças bacterianas zoonóticas não classificadas em outra parte
A28.0 Pasteurelose
A28.1 Doença por arranhadura do gato (Febre por arranhadura do gato)
A28.2 Yersiniose extra-intestinal
A28.8 Outras doenças bacterianas zoonóticas especificadas não classificadas em outra parte
A28.9 Doença bacteriana zoonótica não especificada
A30-A49 Outras doenças bacterianas[editar | editar código-fonte]
- A30 Hanseníase (lepra)
- A31 Infecções devidas a outras micobactérias
- A32 Listeriose (listeríase)
- A33 Tétano do recém-nascido (neonatal)
- A34 Tétano obstétrico
- A35 Outros tipos de tétano
- A36 Difteria
- A37 Coqueluche
- A38 Escarlatina
- A39 Infecção meningogócica
- A40 Septicemia estreptocócica
- A41 Outras septicemias
- A42 Actinomicose
- A43 Nocardiose
- A44 Bartonelose
- A46 Erisipela
- A48 Outras doenças bacterianas não classificadas em outra parte
- A49 Infecção bacteriana de localização não especificada
A50-A64 Infecções de transmissão predominantemente sexual[editar | editar código-fonte]
- A50 Sífilis congênita
- A51 Sífilis precoce
- A52 Sífilis tardia
- A53 Outras formas e as não especificadas da sífilis
- A54 Infecção gonocócica
- A55 Linfogranuloma (venéreo) por clamídia
- A56 Outras infecções causadas por clamídias transmitidas por via sexual
- A57 Cancro mole
- A58 Granuloma inguinal
- A59 Tricomoníase
- A60 Infecções anogenitais pelo vírus do herpes (herpes simples)
- A63 Outras doenças de transmissão predominantemente sexual, não classificadas em outra parte
- A64 Doenças sexualmente transmitidas, não especificadas
A65-A69 Outras doenças por espiroquetas[editar | editar código-fonte]
- A65 Sífilis não-venérea
- A66 Bouba
- A67 Pinta (carate)
- A68 Febres recorrentes (Borreliose)
- A69 Outras infecções por espiroquetas
A70-A74 Outras doenças causadas por clamídias[editar | editar código-fonte]
- A70 Infecções causadas por Clamídia psittaci
- A71 Tracoma
- A74 Outras doenças causadas por Clamídias
A75-A79 Rickettsioses[editar | editar código-fonte]
- A75 Tifo exantemático
- A77 Febre maculosa (rickettsioses transmitidas por carrapatos)
- A78 Febre Q
- A79 Outras rickettsioses
A80-A89 Infecções virais do sistema nervoso central[editar | editar código-fonte]
- A80 Poliomielite aguda
- A81 Infecções por vírus atípicos do sistema nervoso central
- A82 Raiva
- A83 Encefalite por vírus transmitidos por mosquitos
- A84 Encefalite por vírus transmitido por carrapatos
- A85 Outras encefalites virais, não classificadas em outra parte
- A86 Encefalite viral, não especificada
- A87 Meningite viral
- A88 Outras infecções virais do sistema nervoso central não classificadas em outra parte
- A89 Infecções virais não especificadas do sistema nervoso central
A90-A99 Febres por arbovírus e febres hemorrágicas virais[editar | editar código-fonte]
- A90 Dengue (dengue clássico)
- A91 Febre hemorrágica devida ao vírus do dengue
- A92 Outras febres virais transmitidas por mosquitos (exclui Zika vírus)[1]; ver U 06.9
- A93 Outras febres por vírus transmitidas por artrópodes não classificadas em outra parte
- A94 Febre viral transmitida por artrópodes, não especificada
- A95 Febre amarela
- A96 Febre hemorrágica por arenavírus
- A98 Outras febres hemorrágicas por vírus, não classificadas em outra parte
- A99 Febres hemorrágicas virais não especificadas